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Tag: música brasileira

Download: Tributo a Belchior – “Ainda somos os mesmos”

Quase 40 anos depois de lançado, o disco Alucinação (1976), de Belchior, é agora revisitado por músicos da atual geração da música brasileira. Bruno Souto, Nevilton, Phillip Long, Transmissor e vários outros nomes dão voz aos clássicos do trabalho de 1976 no tributo Ainda somos os mesmos, que apresenta as 10 faixas do álbum original com tonalidades de 2014 sem perder totalmente o gostinho de mofo dos anos 70.

Com produção do jornalista Jorge Wagner, Ainda somos os mesmos está disponível para download gratuito no Scream & Yell. O tributo também vem acompanhado com o EP Entre o sonho e o som, que traz outros clássicos de Belchior que não fazem parte de Alucinação. Em resumo: é um tributo bem bonito. Vale a pena.

Ouça o tributo Ainda somos os mesmos:

Ouça o EP Entre o sonho e o som:

Ouça Alucinação, a obra-prima de Belchior, que mais parece uma coletânea, dado o número de clássicos que seguem transitando ilesos pela história:

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Melhores de 2013: 10 discos de Belo Horizonte (mais um bônus)

Sem muita conversa de introdução (afinal, já estamos quase em 2015)… Apenas que: eis 11 discos lançados em Belo Horizonte em 2013 que merecem atenção. Ah, subjetividade reina nesta lista, claro. E sim, voltei com o blog. De nada. ;]

 

 

 


Conglomano
, da dupla Dokttor Bhu e Shabê, é um disco de rap que não fica preso ao gênero. E, acima de tudo, não tem medo de reverenciar suas referências. Uma homenagem principalmente à black music dos anos 70 e à cultura pop. Tudo com letras certeiras sobre temas comuns ao gênero, mas usadas de maneira não comum. Com isso o álbum se sobressai por fazer uso de uma gama enorme de referências de um jeito que consegue criar identidade própria. Sem medo algum de arriscar. Arte é isso, pressuponho. É como se a dupla se apropriasse de diversos outros tipos de manifestações artísticas além da música e transformasse aquilo tudo em um universo particular. O universo Conglomano, que é “um conglomerado de irmãos na missão, informação e alegria, levando o ritmo onde há disritmia”, segundo definição dos próprios.

O disco leva o rap produzido em Belo Horizontepara um patamar que ainda não havia sido alcançado, segundo meu pequeno entendimento enquanto ouvinte. É rap de raiz sem medo de ir além, é rock, é romântico, é engraçado, é sério, é dançante, é político, é funk, é literatura, é até George Clinton e é, acima de qualquer coisa, música. É um trabalho exato, redondo e ao mesmo tempo parece não ter pretensão alguma além de ser um disco feito por amigos e para amigos. Talvez por isso me soe como uma obra que mereça atenção hoje e amanhã. Músicas como “Boi de piranha”, “Ainda somos os mesmos”, “Insônia” e a faixa título falam por si. Falando em cultura pop e referências, Conglomano é como um filme do Quentin Tarantino: a cada momento você descobre um novo detalhe e se instiga mais.

O pecado do disco, até agora, é não existir pelo menos o streaming na íntegra dele em algum lugar da internet.

Top 3: “Conglomano”, “Boi de piranha” e “Insônia”.
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Lupe de Lupe é uma banda necessária. Dessas que fazem barulho, não apenas sonoro (a exemplo da faixa “Há algo podre no reino de Minas Gerais”, do disco Sal grosso, de 2012). Afinal, a vida não é tão bonita e colorida, como se vende em qualquer perfil no Facebook ou Instagram. E a Lupe de Lupe sabe disso e parece sentir uma necessidade em gritar algo a respeito. E gritam no EP Distância. Gritam os defeitos, os demônios, os medos e o cinza de todos nós. Alguns não gostam desse espelho, preferem transmutar a realidade com um filtro qualquer. Escolhas.

Em um tempo em que quase tudo e todos são pretensiosamente perfeitos e cheios de likes em cenários incríveis, a Lupe de Lupe não parece ter medo de seguir o caminho em que acredita. Mesmo que esse caminho seja oposto ao resto. A própria música da banda já denuncia essa crença: um caos sonoro com letras aparentemente escritas em sessões de exorcismo que revelam sentimentos humanos. Sim, porque isso tudo é ser humano. Em Distância há ainda um pequeno grande clássico em forma de canção: “Homem”, em que o vocalista Vitor Brauer narra, à flor da pele, uma história com um amigo. Uma história que não ocorreu. Uma história que poderia ter ocorrido. Um caminho não tão fácil. Mas que justamente por isso é o caminho da banda. Que continuem seguindo em frente.

Top 3: “Homem”, “Os dias morrem” e “À distância da palma da mão”.
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Conhecida por dar voz e canções belíssimas ao grupo Transmissor, Jennifer Souza estreia em disco solo com um trabalho delicado, suave, intimista. Impossível breve é folk, jazz e uma espécie de pop contemplativo para ser consumido sem a correria dos tempos atuais. É justamente uma pílula para acalmar tais momentos. Em sua introspecção musical, Jennifer nos deu nove canções aconchegantes como “Para Kerouac”, “Esparadrapo” e “Pedro & Lis”, uma das pérolas do disco que conta com participação do músico paulista Fabio Góes. Caminhando entre desilusões, amores e saudades, Impossível breve se mostra um trabalho bastante humano, próximo ao peito de cada um de nós.

Top 3: “Pedro e Lis”, “Esparadrapo” e “Para Kerouac”.
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Casa Volante é um projeto do músico Vitor Garcia. Mas ele não está sozinho. Na empreitada estão diversos convidados que marcam presença na cena musical de Belo Horizonte, como Marcelo Mercedo (Udora, Rivera), Flávio Albuquerque (Impar), Daniel Nunes (Constantina), Lenis Rino e outros. Música com defeito apresenta oito canções redondas que misturam elementos eletrônicos com instrumentos acústicos, resultando num power pop aconchegante e meio torto que lembra os também tortos The Apples in Stereo em alguns momentos aqui e ali. Destaque a faixa “O novo” e versos singelos como “todo dia o novo vem dizer / que falta algo / mas não sei o que fazer / e tanto faz” e uma bela parte instrumental. Uma das gratas surpresas do ano.

Top 3: “O novo”, “Uma palavra” e “Sempre assim”.
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Talvez não exista nada que sintetize melhor o nosso tempo do que sentir saudades do futuro, daquilo que está por vir. Uma geração ansiosa que quer tudo para ontem entende bem esse sentimento. David Dines batizou sua primeira mixtape como SDDS FUTURO. O trabalho carrega seis faixas que ele mesmo etiqueta como “electropical pop music”. Um pop dançante mais ensolarado e cantado em português e inglês que bebe em fontes do passado, como Phil Spector (“Old ways are dead”) e Depeche Mode (“Close to me”). Olhe para o passado para compreender o futuro, já disse o outro. Mas o grande mérito do trabalho é a faixa “Não me venha com essa de amor”, com melodia poderosa e letra tão contemporânea quanto o nome da mixtape. A saudade do futuro do título talvez seja uma referência ao que Dines deseja para si. Um caminho a percorrer que talvez ele já saiba onde vai dar e nós não. Ainda.

Top 3: “Não me venha com essa de amor”, “Saudade” e “Talk of the town”.
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Young Lights tem uma sonoridade tão universal quanto as raízes de seu idealizador Jairo Horsth, que passam por Boston, Sabará e Belo Horizonte. Integrando a Geração Perdida da capital mineira (ao lado de bandas como Lupe de Lupe e Quase Coadjuvante), a sonoridade do projeto é baseada na música folk que bebe na fonte de Bob Dylan e, principalmente, na emoção sofrida de Bon Iver. An early winter tem uma enorme carga melódica presente em suas seis canções, seja na seca “Oh darling, look”, na contida “You drowned, i swam” ou na ensolarada “Alaska, i just want to be home”, que remete ao início da carreira do Coldplay. Young Lights é um dos projetos musicais mais interessantes para se prestar atenção em BH.

Top 3: “Alaska, i just want to be home”, “Anybody else to me” e “Oh darling, look”.
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Ouvir qualquer música feita por Barulhista é fazer uma viagem sonora, é se permitir viajar. Em seu décimo trabalho, Café branco, o músico (que também faz parte da banda Constantina) apresenta cinco faixas que funcionam como pequenos universos paralelos e distintos. Mas que, em sequência, se transformam em um caminho único com início, meio e fim. Desde os suspiros iniciais de “a lufa”, passando pela climatizada “Colo-paradeiro”, a minimalista “Malevich” e a introspectiva “Passàrgada”, que remete ao poema de Manuel Bandeira e apresenta uma melancolia compatível com os versos do poeta. Finalizando com “Nonada”, que é a faixa mais orgânica do EP, misturando violão e sintetizadores, até atingir seu ápice com elementos de música brasileira. De acordo com Barulhista, sua música é “para dançar sentado”. Desse modo, Café branco é aquele som para ouvir e se perder na dança de uma viagem interna.

Top 3: “a lufa”, “Nonada” e “Passàrgada”.
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Porquê da voz
é um disco para se tocar em qualquer lugar. Do churrasco indie à rádio popular da cidade. César Lacerda fez um trabalho acessível. Parece, sim, ter a pretensão de ser pop, popular. Lembrando aquela surrada expressão de obra feita para agradar a patroa e a empregada (como se, em essência, fizesse algum sentido separar as duas moças. Mas isso é outra história…). Tudo isso com qualidade e referências de música popular brasileira, que se entrelaçam em todo o álbum, sem se perder. Nascido em Diamantina, Lacerda está presente na cena de Belo Horizonte por meio de discos de outros artistas locais, como Graveola E O Lixo Polifônico, Kristoff Silva, Gustavo Amaral e a lista segue. Um dos grandes destaques de Porquê da voz é justamente a voz do sujeito. Faixas como “Manawê”, “Tudo incerto” e “A dois”, com participação de Lenine, merecem atenção redobrada. Resumindo tudo: é um disco bem feito.

Top 3: “A dois”, “Tudo incerto” e “Manawê”.
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Luiz Rocha é cantor, compositor de trilhas, ator e integrante do grupo Todos os Caetanos do Mundo. Em Ar, seu primeiro disco solo, ele sintetiza todas as suas vertentes artísticas. O que mais chama atenção é a interpretação das letras, como em “É tudo que eu tenho”, “Enquanto você dorme” e “Oración”, parceria com César Lacerda. Apesar das interpretações por vezes sofridas, as canções têm uma leveza de ser como sugere o título do álbum. E uma leveza que se traduz também nos temas, basicamente sobre amor, esse sentimento que atormenta qualquer coração, como na faixa “Outras partes” e na sofrida “Do seu amor”, que sintetiza o universo dos relacionamentos com um único verso: “se tudo enfim acabou / acabou de começar outra história”. Um resumo sussurrado de dor e esperança. Um disco justamente para tais momentos.

Top 3: “Do seu amor”, “Pássara poesia” e “É tudo que eu tenho”.
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Homens lentos
é um disco de misturas, que vai do samba ao axé, do pop ao carimbó. É um disco com letras que propõem uma reflexão sobre a sociedade contemporânea, tendo como recorte Belo Horizonte. Mas é, antes de tudo, um conceito do geógrafo/pensador Milton Santos (1926-2001) que diz, basicamente, que os tais homens lentos resistem à velocidade com que o mundo anda. Desse modo, conseguem perceber melhor o que se passa ao redor deles (saiba mais). Em resumo, A Fase Rosa faz um apanhado sobre a vida na cidade e sobre aqueles que a habitam. Destaque para faixas como “Lourdes e Leblon”, “O arquiteto e o carnaval” e “Desmancha”, síntese da capital mineira: “O entoar, os mc’s e o duelo ali a conviver / com a PM, o escárnio total e o olhar paternal da zona sul / se convir faz tombar, mais que essas belas fachadas do Belô / todo esse amor”.

Top 3: “Desmancha”, “Lourdes e Leblon” e “O arquiteto e o carnaval”.
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Idealizada pelo selo Vinyl Land Records, a coletânea Collectors Choice: BH 2013 faz um panorama da música produzida em Belo Horizonte nesse início de século XXI. Na coletânea estão representantes de diversas cenas musicais da cidade, como o rap (Família de Rua, Julgamento, Renegado, Zimun), o rock (Ram, Dead Lovers Twisted Heart, Thiakov), o indie-pop (Transmissor, Câmera), o instrumental (Constantina, Dibigode, Iconili, Thiago Delegado), o ska-punk (Fusile, Pequena Morte), entre tantos outros artistas que somam 21 nomes, 21 músicas com 21 linguagens distintas, apesar de classificadas em gêneros similares. A coletânea, em vinil duplo, é um bom resumo (veja bem, resumo) do que ocorre em BH atualmente.

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TramaVirtual (2001-2013): 30 artistas antes do fim

28 de fevereiro de 2013. O TramaVirtual anuncia que o portal sairá do ar no dia 31/03/2013, em uma mensagem bem direta e objetiva: “Agradecemos a todos que estiveram conosco.” Soco na cara. Quase que uma música punk… Criado em 2001, hoje o acervo conta com mais de 78.720 artistas e 205.435 músicas. Tudo ali para download. Tudo ali para conhecer. Tudo ali para se esbaldar e entrar em um mundo novo. Um mundo que não estava na esquina de casa. Ou talvez estivesse e eu não soubesse. E quando chegar o último dia de março, tudo isso vai virar uma história para contar.

Tudo será apagado quando o site sair do ar. Mas vai ficar na memória afetiva de no mínimo umas duas gerações que conheceram muita coisa boa por aquele canal. Muita mesmo. Em seu auge, o portal foi berço e casa de muito artista. E um universo a ser desvendado para o público. Já passei horas e horas e horas baixando MP3 pelo Trama. Clicando em nomes, descobrindo, gostando, odiando, indicando. Lembro que achava o máximo poder baixar músicas de maneira legal. Só com um cadastro. E teve uma época em que eu ainda esperava a newsletter semanal deles com as dicas e novidades para correr atrás.

E uma das coisas mais bacanas era justamente a paixão que a equipe do site tinha em garimpar e indicar os artistas ou músicas mais legais que eles descobriam lá dentro. Textos apaixonadíssimos sobre música feitos por quem ama música. Difícil não se envolver. Difícil não querer fazer parte daquilo. Em ouvir aquilo e se identificar (~ou não~ em algumas vezes). Música é assunto passional. Deve ser tratada com amor. Muita coisa obscura ou rara da música produzida no Brasil nesse início de século só existe no TramaVirtual. E é meio chato pensar que isso tudo pode desaparecer no final do mês.

João Marcello Bôscoli, um dos donos da Trama, falou sobre os motivos que levaram ao fim do projeto em entrevista à Folha de S. Paulo. Independente desses motivos (e de outros), o que vale é o bom serviço prestado pelo portal à música brasileira. Foi bonito enquanto durou. E antes que a tampa dele se feche definitivamente, ainda há tempo de conhecer muita coisa bacana que está lá dentro. Separei 30 dicas de artistas que merecem o download por motivos até bem pessoais, logo abaixo.

E vale passar pelos sites/blogs Scream & Yell, Fita Bruta, Urbanaque, La Cumbuca, Pergunte ao Pop, Na Mira do Groove, Floga-se e Rock in Press. Eles também separaram bastante coisa para correr atrás antes do TramaVirtual virar aquela lembrança na memória de muita gente que teve parte de sua educação musical orientada por ele.

Valeu, TramaVirtual.

 

30 ARTISTAS PARA BAIXAR ANTES DO TRAMAVIRTUAL ACABAR

Autoramas: toda a história da banda (e algo mais) está no perfil deles no site. Dê atenção especial para o material raro, como demo tapes e compactos.

Beto Só: ou o Elliott Smith de Brasília. Estão lá os três discos dele. Se for para escolher apenas um, vá direto ao Dias mais tranqüilos. Lindo de doer. E aquela dor mais gostosa de se sentir.

Bonifrate: um dos sujeitos mais interessantes (e com uma das mentes mais instigantes) que surgiram na música brasileira nos últimos anos. E uma das entrevistas que mais tenho orgulho de ter feito. Cof, Cof.

Carbona: da época em que eu escutava hardcore e cantava músicas como “Fliperama”, “Eu Quero Ir Com Você Pra Lua” e “Meu Primeiro All Star”, do disco Taito Não Engole Fichas (com aquela modelo gostosa na capa), que eu achei na rua. E só por isso comecei a escutar a banda. Destino.

Carolina Diz: uma das bandas mais incríveis que já existiram em Belo Horizonte. Não existe material deles em nenhum lugar da internet além do TramaVirtual. Arrependimento certo é não baixar os dois álbuns completos: Se Perder (2003) e Crônicas do Amanhecer (2008), clássicos absolutos da música feita na capital mineira.

Dead Lover’s Twisted Heart: a parte musical mais legal da banda e que vale a pena (cantada em inglês) está no site. Canções no mínimo irresistíveis para qualquer festa.

Faichecleres: provavelmente a banda mais depravada do Paraná. “Aninha Sem Tesão” é um clássico particular. Sem mais.

Hotel Avenida: projeto folk curitibano que envolveu nomes como Ivan Santos (OAEOZ) e Giancarlo Rufatto e teve vida curta de apenas dois EPs, infelizmente. Mas dois EPs que valem a memória.

Inkoma: a Pitty antes de ser a Pitty. Molequinha rock’n’roll antes de virar musa para adolescentes adeptos da rebeldia juvenil de todo o Brasil. Registro interessante.

Jair Naves: corra atrás de qualquer tipo de música que envolva o nome Jair Naves. Sinceridade, violência, melodia, lirismo, complexidade, nó na garganta. Tudo à flor da pele. Do jeito que tem que ser.

Lasciva Lula: é deles o primeiro disco que comprei pela internet: Sublime Mundo Crânio. Custou dez reais, frete grátis. Foi emocionante quando chegou. Tenho até hoje. E ele é lindo e perfeito e esquisito até hoje. Daqueles álbuns para guardar e contar a história daqui umas décadas.

lo-fi dreams: antes do Giancarlo Rufatto ser o Giancarlo Rufatto e ter a Cecilia, ele tinha essa identidade secreta. O estilo de produção lo-fi deve fazer parte do DNA dele. Sorte nossa.

Los Porongas: possivelmente uma das bandas mais emblemáticas da nova música brasileira desde a década passada. No perfil deles, ainda tem um Single Tramavirtual com a música “Retrato Calado” que eu nem conhecia. Vivendo, fuçando e descobrindo coisas novas. Amo muito tudo isso.

Ludovic: banda antes de Jair Naves seguir em carreira solo. Tem os dois álbuns do grupo, Servil (2004) e Idioma Morto (2006), disponíveis para download. Experimente ouvir no último volume dentro de um quarto escuro. É revelador.

Lulina: único lugar com toda a discografia gigante da mulher que canta (e encanta) sobre amor, ET, a vida e coisas sem sentido. Não que amor, ET e a vida tenham sentido…

Medialunasbanda do Andrio Maquenzi (ex-Superguidis) com a esposa Liege Milk. Para baixar, ouvir e guardar o primeiro trabalho deles, Intropologia. Penso que será interessante analisar os próximos passos do grupo (e do Andrio) à partir desse disco.

monno: uma das bandas mais super-ultra-mega-valorizadas de Belo Horizonte na década passada. Mas com uma música que vale muito a pena, a bela “21 Dias”. “Prefiro você a ficar em paz…”

Nevilton: a banda que já foi uma grande aposta e tem shows muito mais intensos que o material em disco, que também vale a atenção.

OAEOZ: outro projeto de Ivan Santos. Um vasto material de folk rock que merece ser guardado e escutado sem pressa. Com a calma, a atenção e a introspecção que merece.

Paralaxe: uma das bandas mais interessantes e obscuras e desconhecidas de Belo Horizonte. É deles a música “Catch A Rising Star”, espécie de “Faroeste Caboclo” do Século XXI. Só essa faixa já valeria a banda inteira, mas o resto do trabalho é tão legal quanto.

Pipodélica: ainda tenho um CDR queimado, com capinha e tudo, com vários EPs do grupo. Boas lembranças de tardes e noites embaladas ao som da banda.

Pública: uma banda que é dona de canções poderosas como “1996” e “Long Plays” merece atenção. Pedro Metz é um dos grandes compositores dessa geração. Baixe tudo.

Pullovers: Tudo Que Eu Sempre Sonhei, último trabalho lançado pela banda, é um dos discos mais obrigatórios dos anos 00. Mesmo! Ele é sobre a vida em São Paulo. Mas também é sobre Belo Horizonte, Nova York e qualquer outra metrópole. Tudo pelo ponto de vista de Luiz Venâncio, a espinha dorsal do grupo.

Superguidis: a banda que mais falou de igual pra igual comigo de toda essa galera surgida nos anos 00. Resolveram se separar em 2011 e deixaram os discos oficiais Superguidis (2006), A Amarga Sinfonia do Superstar (2007) e Superguidis (2010), entre outros EPS disponíveis no TramaVirtual. Salve tudo no seu computador.

Terminal Guadalupe: uma banda que queria ser grande. E trabalhava para isso sem medo. Já merece respeito por essa atitude. Mas ainda contava com as letras atordoantes de Dary Jr. Tanto aquelas sobre política quanto as sobre amor. Sem contar a parte instrumental poderosíssima. Toda a discografia do grupo está disponível para download. Vale cada megabyte baixado.

Ventania: tenho a sensação de que todas as pessoas (e outros seres) da Via Láctea já se identificaram pelo menos uma vez na vida com as letras desse maluco. Maluquice danada isso tudo.

Volver: antes de causar polêmica com a canção “Mangue Beatle”, a banda meio Jovem Guarda, meio Inglaterra dos anos 60 lá do Recife já chamava atenção com suas músicas de baile. Para bailar.

Walverdes: além de ter um dos melhores blogs/textos da internet brasileira, Gustavo Mini é um dos cabeças da Walverdes, que merece atenção em todos os trabalhos. Em especial o disco Playback, clássico de 2005.

Wonkavision: a banda brasileira mais fofa e sacana da década passada. Power Pop, melodias singelas e letras… nem tão fofas quanto parecem. Tipo aquela menina que você acha ingênua, mas no final das contas, ela te passa a perna, te joga no chão e ainda cospe na sua cara. Depois ela sai andando toda pomposa e você fica ali jogado com o coração na mão.

Zefirina Bomba: violões turbinados, gritaria, distorção, testosterona, juventude rebelde, último volume. Isso é só o que você precisa saber antes de ouvir Zefirina Bomba.

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“Apocalipse do amor” para o carnaval

Do Amor Dead Lover’s Twisted Heart disponibilizou uma nova música na rede. “Apocalipse do amor” é a primeira canção oficial do grupo cantada em português. A faixa precede um novo EP apenas com músicas em português que está previsto para ser lançado ainda em 2012 (a banda já liberou um teaser sobre ele).

“Apocalipse do amor” foge da estética de DLTH, primeiro álbum cheio do Dead Lover’s, e escorre para um lado carnavalesco/axé semelhante aos caminhos percorridos pelo grupo carioca Do Amor. O link do Soundcloud em que a música foi disponibilizada informa que ela é uma “pré mix de carnaval!”. Talvez por isso ela soe crua demais em alguns momentos. Fica a espera pela versão final e o EP completo.

 

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Versões: “Mesmo que mude”

“Mesmo que mude” é possivelmente a melhor música da Bidê ou Balde. E agora ganhou uma nova versão, com participação do músico Renato Borghetti tocando gaita. Tudo isso para um comercial de uma operadora de telefone no Rio Grande do Sul.

A versão repaginada ficou interessante (não sofreu tanta alteração), mas a original segue clássica. Abaixo está a versão que faz parte do álbum Acústico MTV bandas gaúchas (não encontrei a original, do disco É preciso dar vazão aos sentimentos (2006), para colocar aqui):

Atualização: pelo Twitter, Carlinhos deu a dica dessa versão reggae de “Mesmo que mude”. Na onda do verão.

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