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Tag archive for: movin up

Melhores de 2010 da Movin’ Up

Um tanto quanto atrasado posto aqui os Melhores de 2010 da Movin’ Up, que o Maurício colocou no ar há alguns dias. Para essa lista ele abriu o leque e convidou uma galera para participar, inclusive eu – ele é um bom moço.

Nomes interessantes e que entendem do riscado bateram cartão por lá por meio de seus votos. As categorias com os “vencedores” também são interessantes e refletem bem o ano que acabou. A cereja do bolo de 2010 está lá bem lembrada e distribuída. Enfim, o próprio Maurício apresenta suas considerações e todos os números aqui. É só clicar.

Não poderia deixar de comentar: merecidamente o Scream & Yell levou o ouro na categoria “Melhor site/blog” já que, por motivos óbvios, ele não vai aparecer em sua própria lista de melhores de 2010 (AKA a mais aguardada por muita gente, inclusive eu).

Coloquei abaixo a lista que mandei para a Movin’ Up. Não achei justo votar na categoria de “Melhores Shows” porque 2010 foi o ano em que menos ví e acompanhei shows por aí (sintomático, você diria. Talvez…).

DISCOS NACIONAIS
Marcelo Jeneci – Feito Pra Acabar
Tulipa Ruiz – Efêmera
Cérebro Eletrônico – Deus e o Diabo no Liquidificador
Superguidis – Superguidis
Apanhador Só – Apanhador Só

DISCOS INTERNACIONAIS
The Black Keys – Brothers
Aloe Blacc – Good Things
Apples In Stereo – Travellers in Space and Time
Cee-Lo Green – The Lady Killer
Band of Horses – Infinite Arms

MUSICAS INERNACIONAIS
Cee-Lo Green – Fuck You
Aloe Blacc – I Need A Dollar
Snoop Dogg E Mayer Hawthorne – Gangsta Luv
The Black Keys – Tighten Up
Band of Horses – Laredo

MUSICAS NACIONAIS
Marcelo Jeneci – Felicidade
Tulipa Ruiz – Às Vezes
Cérebro Eletrônico – Cama
Apanhador Só – Nescafé
Violins – Tsunami

VIDEO
M.I.A. – Born Free
Cee-Lo Green – Fuck You
Arcade Fire – The Suburbs
The Black Keys – Tighten Up
Ben L’Oncle Soul – Soulman

SITE/BLOG
Scream & Yell
Trabalho Sujo
Revista Trip
André Forastieri
Manual do Minotauro

 

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Wado ao vivo: mistura para dançar

Aproveitando a onda do texto sobre o show do Phoenix que fiz para a Revista Movin’ Up, publico aqui agora outro texto que escrevi para a Movin’. Desta vez sobre a apresentação que o Wado fez no Conexão Vivo 2010, em Belo Horizonte.

Na última semana, Wado, catarinense de nascimento e alagoano de coração, aportou em Belo Horizonte para mais um show, dessa vez divulgando seu disco mais recente, Atlântico Negro, na décima edição do festival Conexão Vivo.

Na mesma noite, enquanto os ingleses do Placebo borravam a maquiagem com seus hits em um lado da cidade, do outro lado estava um Parque Municipal abarrotado de pessoas em busca de boa música (não que o Placebo não seja). Talvez uma música mais humana e menos andrógina que os gringos. E lá estava o catarinense/alagoano para uma apresentação ao ar livre, em um parque em meio à selva de concreto de uma grande cidade por volta de 23h. Céu limpo, grama, árvores, clima agradável. O cenário estava a favor de Wado. Faltava ele fazer sua parte. E arma pra isso ele tem: música.

As pessoas em frente ao palco principal demonstravam que o show certamente era o mais aguardado da noite. Wado já não é um desconhecido. Tem o público que o acompanha. Além dos curiosos e perdidos na noite, claro. E o fato dele ter um público fiel vem de uma discografia bem regular, senão uma das mais bem sucedidas artisticamente na primeira década deste século no Brasil. Para fazer um pequeno apanhado do que foi apresentado durante o show, podem ser citadas uma das mais emblemáticas para a carreira do músico, “Tarja Preta”, a bela “Fortalece Aí”, a gostosa “Se Vacilar O Jacaré Abraça” e a audaciosa e ao mesmo tempo despretensiosa “Teta”. Além da atual “Rap Da Guerra Do Iraque”.

Culpa de uma discografia linear, qualquer canção citada por ter marcado presença em um show do Wado pode soar de bom tamanho. Já que o repertório disponível permite tal afirmação arriscada. Afirmação fora da realidade de tantos outros artistas brasileiros.

Por ser um festival, já era de se esperar que o show não fosse tão extenso. Mas pelo tempo que durou, cerca de 40 minutos, deu para observar boa parte do público cantando canções do início ao fim, outros marcando presença em um refrão aqui e um verso alí. Além dos iniciados, que parecem ter aprovado, já que dançaram boa parte das músicas de um show orgânico que ganhou outros contornos a céu aberto. Wado tem sangue negro, sangue de mistura. Wado tem suingue pra chacoalhar e fazer os outros balançarem ao som de sua música, sua mistura de ritmos que pode ser pop, rock, axé, samba, MPB. Mas no final é apenas música. E isso não é pouco.

 Foto: divulgação (Marco Aurélio Prates/Conexão Vivo)

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Phoenix, uma banda ok

Texto sobre o show do Phoenix em Belo Horizonte que escrevi para Revista Movin’ Up.

Os franceses do Phoenix fecharam a turnê do elogiado disco Wolfgang Amadeus Phoenix com um show em Belo Horizonte, no último dia 21 – um dia após tocarem no festival Planeta Terra, em São Paulo. E o show da capital mineira foi um exemplo interessante de banda que está em um bom momento da carreira que aparece por esses lados. Ao contrário de grupos que já não são/estão tão relevantes e fazem do público brasileiro uma espécie de Disneylândia para sair do vermelho e pagar as contas. Não que o Phoenix seja sensacional. É apenas uma banda ok, convenhamos. Lembrando que, para os fãs mais animados, qualquer banda é sensacional. Há, neste caso, uma relação muito mais de emoção e gosto passional do que senso crítico.

Ainda assim, é impossível negar que o grupo não fez um show redondo, chegando até a surpreender em alguns momentos. Clap clap também para o som do Chevrolet Hall, que “ajudou” a banda. Principalmente se levado em consideração o histórico que a casa tem com problemas de som durante os shows. A apresentação demonstrou que o Phoenix, e sobretudo o vocalista Thomas Mars, entende e busca trabalhar com o conceito de espetáculo, de entreter o público com um show bem ensaiado e pensado. Afinal, é isso que os fãs querem, mesmo sem saber. E lá estava Mars com seu jeito tímido e francês de ser com sorrisos aparentemente constrangidos que fizeram a alegria de garotas indies ao lado de seus namorados.

Voltando ao quesito espetáculo, a banda abriu o show com o hit “Lisztomania” (como eles fizeram em boa parte da turnê), o que até poderia ser perigoso por “queimar” uma música representativa para o grupo logo no início do show. Mas a continuação do setlist confirmou que o Phoenix estava no local certo e tocando para o público certo. Era possível ouvir os fãs acompanhando praticamente todas as canções que a banda executou. O fato de ser uma apresentação em que os franceses eram a atração principal contribuiu para isso, obviamente. Quem estava alí naquele momento queria ver a banda. Queria cantar com a banda. E isso fez toda a diferença para o show que teve como abertura as bandas mineiras Monno e Dead Lover’s Twisted Heart.

A apresentação contou com músicas de toda a discografia da banda. Bateram cartão “Long Distance Call”, “Consolation Prizes” e “Everything Is Everything”. Mas o recheio da noite foram as canções do álbum Wolfgang Amadeus Phoenix, como “Armistice”, “Lasso”, “Rome”, “Fences” e até a climática “Love Like A Sunset”. Após um mini-set acústico com apenas Thomas Mars nos vocais e Christian Mazzalai no violão e uma tentativa frustrada do vocalista em cantar literalmente em cima do público (os fãs mais afoitos arrebentaram o cabo do microfone), a banda emplacou “If I Ever Feel Better” e “1901” para fechar a noite.

O Phoenix finalizou sua apresentação para um Chevrolet Hall razoavelmente cheio, diante de fãs que conheciam suas músicas, com um som limpo e um sistema de iluminação de encher os olhos, casando perfeitamente com os ritmos e nuances de cada música. Tornando-se um show visual à parte e, ao mesmo tempo, que complementa a sonoridade da banda. Mas por enquanto o Phoenix ainda é uma banda ok que fez um show ok e bem ensaiado. Talvez falte arriscar um pouco mais.

Fotos: divulgação (Gualter Naves/Chevrolet Hall)

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