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Category archive for: sessao da tarde

Cinco vídeos sobre a música em Belo Horizonte

Dando uma organizada nos rascunhos com ideias para o Veia Urbana, achei uns vídeos que nunca entraram aqui e juntei com outros dois que vi mais recentemente. Todos eles sobre artistas de Belo Horizonte. Eis:
Djambê na Comunidade do Açude


Primeiro Rampa Session da banda Djambê, gravado na Comunidade do Açude, na Serra do Cipó. O cenário improvável é um dos grandes destaques do vídeo.

Duelo de MCs Nacional 2013


Documentário realizado pela Família de Rua sobre a final nacional do Duelo de MCs, que rolou em Belo Horizonte em agosto de 2013 e teve Douglas Din como bicampeão da disputa. Uma dica: guarde o nome Douglas Din, que lançou Causa Mor, um dos grandes discos de BH em 2014.

Geração Perdida em SP


Documentário sobre uma turnê que a Geração Perdida fez em São Paulo em 2013. A tal Geração Perdida é um dos movimentos mais interessantes de Beagá atualmente e é composta por Lupe de Lupe, Quase Coadjuvante, Young Lights e Paola Rodrigues.

Na Trilha Do Som


Documentário sobre processo de produção do disco Saindo do Lugar, que Nathy Faria lançou em 2012. Aliás, é um disco bem interessante. Download pelo site da cantora.

Independência ou Pop: A retomada da cena independente em BH





Lançado em 2011, o documentário registra a música independente de Belo Horizonte entre 2009 e 2010. Dirigido por Gusmão (Julgamento) e finalizado por Jonathan Tadeu (Quase Coadjuvante), o doc apresenta um panorama da cena musical daquele período na cidade que parece tão próximo e ao mesmo tempo tão distante na memória.

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Sessão da tarde: Fantasia e descontração em Búzios

Quando lançou o EP Adeus, segunda-feira triste, a Bidê ou Balde também disponibilizou o mini-documentário Fantasia e descontração em Búzios, que apresenta um resumo das gravações do EP, em Porto Alegre (diferente do que sugere o título).

Produzido pela Baxada Nacional, o documentário/making off segue aquele esquema padrão de registros do gênero, mas apresenta aquele típico humor peculiar que é característico da banda. A ressaltar a história que o vocalista Carlinhos Carneiro conta que conheceu um cara que conheceu o guitarrista do Rolling Stones, Keith Richards, nos anos 70, no Estádio do Beira Rio, em Porto Alegre. Se isto é verdade ou não, é outra história.

Para quem gosta de produção e making off, Fantasia e descontração em Búzios é uma boa pedida.

 

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Sessão da tarde: Os Invisíveis

Os Invisíveis é um mini documentário de 2004 dirigido por Bruno Correia, Bruno Fiuza e Rafael Barifouse que tem como protagonistas os cartunistas Arnaldo Branco, André Dahmer e Allan Sieber. O filme, que tem cerca de oito minutos, é composto por entrevistas com os três figuras sem que eles mostrem os rostos (são… invisíveis, oras!).

O trio parada dura representa uma geração de cartunistas que teve que aprender a se virar com os meios disponíveis para produção e divulgação de seu trabalho com a intenção de sobreviver. Principalmente a geração do final dos anos 90 e início dos anos 00. No doc eles falam sobre mercado de quadrinhos em jornais, a relação do trabalho deles com a web, a admiração por outros quadrinistas e por aí vai. Naquele clima padrão de documentário com o entrevistado sentado falando sobre a vida. Mas vale a pena. Muito.

Caras bem interessantes.

 

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Sessão da tarde: Umbabarauma – o documentário

Ainda no embalo do anúncio feito pelo Jorge Ben Jor sobre o show em que ele vai tocar o álbum A Tábua de Esmeralda na íntegra. E o mais importante: no violão. Se tudo der certo, esse showzinho deve rolar com a banda original que gravou o disco. Essa é uma semana bonita.

Abaixo tem o homem da gravata florida no mini-documentário Umbabarauma, lançado em 2010 (provavelmente você já viu, mas vale). O doc é sobre a versão repaginada pero no mucho da música “Ponta de lança africano (umbabarauma)”, clássico de Jorge Ben, que ele regravou em companhia de uma parte da nata da música brasileira dos últimos tempos: Mano Brown, Zegon, Daniel Ganjaman, Duani, Pupillo, Gustavo da Lua, Gabriel Ben Menezes (filho dele) e as Negresko Sis (Anelis Assumpção, Céu e Thalma de Freitas) nos backing vocals.

Mano Brown sintetiza bem a história toda em algum momento do documentário: “O bom malandro teria que conhecer o Jorge Ben”.

É isso. Aperte o play:

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Sessão da tarde: The big boy show

Produzido por alunos de jornalismo da UFRJ em 2003, o documentário The big boy show faz um apanhado da vida profissional de Newton Alvarenga Duarte (1943 – 1977), conhecido como Big Boy. Ele é possivelmente o radialista e programador que mais influenciou a história do rádio no Brasil dos anos 70 pra cá. É só sintonizar o dial em qualquer “Fm Jovem” por aí e sacar que o tal “estilo de se comunicar com o jovem” adotado hoje ainda sofre influência de Big Boy. Com aquele jeitinho camarada e amiguinho de ser, entende?

“Existiu um rádio antes do Big Boy e um rádio depois do Big Boy. Ele mudou toda uma linguagem do rádio no Rio de Janeiro e no Brasil”, afirma Peixinho, radialista e assistente de Big Boy na época. Além disso, ele também começou a utilização de efeitos sonoros nos programas, como sons de animais e tiros, coisas que não eram comuns na época – entre os anos 60 e 70.

Pense em um mundo sem a internet e a facilidade para encontrar música como hoje. Por causa disso, durante boa parte dos anos 60 e 70, Big Boy foi o responsável por aplicar muito som na vida e na veia dos ouvintes que acompanhavam os programas que ele comandava. Principalmente na Rádio Mundial, emissora em que ele fez carreira – e história – no Rio de Janeiro, chegando a comandar até dois programas diários e um semanal em determinada época.

O programa semanal era dedicado exclusivamente a uma banda. E o próprio Big Boy defende o motivo em entrevista da época: “Eu toco os discos do Beatles no meu programa, no Cavern Club no sábado, porque eu gosto de música. Eu acho que alí está o começo e o fim de tudo”. Realmente um sujeito com entendimento e sensibilidade para música.

Durante bom tempo ele foi o responsável por apresentar os grandes lançamentos pop do mercado internacional ao Brasil, pois as gravadoras já haviam percebido seu potencial comunicativo com os jovens. Além disso, Big Boy também era um dos comandantes do Baile da Pesada, espécie de pai dos bailes de música como conhecemos hoje, com muita soul music e funk para sacudir os ossos.

Destaque para a direção de Claudio Dager e Leandro Petersen, que conseguiram trabalhar a magia e a loucura do radialista por meio de montagens e videografismos no documentário.

Big Boy saiu das ondas sonoras e entrou definitivamente para a história em 1977, aos 33 anos. E como define o locutor do documentário logo no início: “Ele era apenas um moço que amava música, que da música viveu e talvez com a música tenha morrido”.

Let’s go, crazy people.

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