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Minha fase Laerte

Ousado.

Instigante. 

Filho da mãe.

Gênio.

Sacou?

Estou numa fase Laerte. Não, isso não quer dizer que virei adepto do crossdressing. Mas que apenas estou descobrindo um dos artistas mais interessantes que existem no Brasil – não só no campo dos quadrinhos, arrisco. Não sei quando exatamente que essa admiração começou. Talvez por causa das tirinhas publicadas diariamente na Ilustrada, da Folha de S. Paulo. Ou talvez por influência do Dahmer e do Arnaldo Branco que me fizeram, em algum momento, chegar ao trabalho do Laerte. E o cara está por aí desde, sei lá, os anos 70… Chego com um atraso histórico, obviamente. Mas também cheguei ao mundo com esse atraso. Coisas da vida.

“Entendidos” no assunto dizem que Laerte está numa fase nonsense. Não que isso seja ruim. Laerte tem o dom de fazer o leitor engolir seco após ler alguma de suas tirinhas. Principalmente aqueles que esperam chegar no último quadrinho e soltar uma risada. Nesse momento, dependendo da tirinha, Laerte é capaz de fazer com o que leitor sinta vergonha de si mesmo. E é aí que mora toda a ousadia e genialidade do cara. Embora ele viva negando a alcunha de gênio. Coisas de mestre.

Não peguei a tal “primeira fase” do Laerte para tentar diferenciar porcamente da fase atual. Mas como diriam os “entendidos”, Laerte é um cronista de seu tempo. Do nosso tempo. E é bom saber que posso contar com ele para puxar minha orelha e me fazer repensar atitudes desnecessárias à raça humana. Valeu, Laerte.

PS.: as tirinhas que ilustram este post são de um intervalo de mais ou menos três semanas. Sacou o nível da genialidade do sujeito?

 

Published in quadrinhos

2 Comments

  1. […] foto acima mostra as mãos de Laerte no momento em que ele fazia uma graça no livro de alguém, quando ele veio em Belo Horizonte […]

  2. […] seja possível identificar em poucas tiras (as mais surreais) uma influência da atual fase do Laerte, Sica tem um traço e uma intenção bem particular. Ele expõe a vida urbana da maneira mais […]

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